Corrente do Amor: entenda o pós-parto e as mudanças corporais e emocionais

Através da Corrente do Amor, nós já espalhamos diversas histórias de amor pela criança. Agora vamos abordar também assuntos importantes em que a dedicação e cuidado pelos nossos pequenos deve falar mais alto. Hoje nós falaremos sobre um tema muito relevante para as mamães: o pós-parto. Também chamado de puerpério é um período que inicia logo após o nascimento dos bebês e estende-se de seis a oito semanas. Neste espaço de tempo, muitas mudanças acontecem: o corpo retorna às condições anatómicas e fisiológicas anteriores à gestação ao mesmo tempo que recupera do esforço da gravidez e do trabalho de parto.

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Corrente do Amor: entenda o pós-parto e as mudanças corporais e emocionais

Entenda como o corpo se adapta no pós-parto e as principais mudanças corporais e emocionais:

  • TEMPERATURA

Quando se dá a “descida do leite”, as mamas podem ficar tensas e dolorosas. A temperatura pode elevar-se até aos 38ºC durante 24 horas. Outros fenómenos fisiológicos próprios do pós-parto como a proliferação de bactérias vaginais que sobem até à cavidade uterina, podem originar um ligeiro aumento da temperatura corporal por volta do terceiro dia, cuja duração não excede as 48 horas.

  • DOR ABDOMINAL

Na primeira semana pós-parto, as cólicas abdominais podem causar algum desconforto intensificando-se nos períodos de amamentação. A produção e ocitocina (hormona segregada pelo hipotálamo, que provoca as contrações uterinas durante o trabalho de parto e estimula a secreção do leite materno), estimula a contração do útero o que pode provocar dores e desconforto abdominal.

  • LÓQUIOS

Depois do parto, o útero, colo do útero, vagina e abdómen começam a encolher para o tamanho que tinham antes da gravidez. À medida que o útero se contrai, vai ter um corrimento vaginal, conhecido por lóquios, secreção vaginal composta por sangue e outros produtos vaginais. Tem um odor forte e característico. Se estiver a amamentar, a produção de ocitocina ajuda a recuperar mais rapidamente.

  • APARELHO URINÁRIO

De acordo como o trabalho de parto decorreu você poderá ter ou não dificuldade em urinar. Após as primeiras semanas, tudo voltará ao normal. É muito importante que continue a praticar os exercícios de Kegel para fortalecer a musculatura pélvica e que preste especial atenção à sua higiene íntima (se houve a necessidade de proceder a uma episiotomia, é normal que sinta mais desconforto ao urinar mas existem algumas estratégias que pode usar para o minorar).

Contrair e relaxar os músculos da pélvis e da uretra (aqueles que nota quando tenta parar o fluxo da urina) em séries de 10 repetições, pelo menos, 3 vezes por dia ajuda a devolver-lhes a elasticidade e força apropriadas.

  • APARELHO DIGESTIVO

O relaxamento da musculatura abdominal e perineal e o desconforto provocado por uma eventual episiotomia ou hemorróidas podem dificultar a evacuação. Não se auto-medique (especialmente se está a alimentar o seu bebé ao peito). Peça ajuda ao seu médico ou ao enfermeiro que a acompanha na Unidade de Saúde.

  • ALTERAÇÕES PSÍQUICAS E EMOCIONAIS

No pós-parto, a pressão da responsabilidade causada pelo nascimento, o próprio processo do trabalho de parto, a ansiedade, dúvidas e receios (especialmente relacionados com a amamentação e os cuidados ao bebé), podem-na fazer oscilar entre momentos de grande de felicidade e de melancolia.

É perfeitamente normal que sinta alguma instabilidade emocional provocada pelas novas circunstâncias e desafios e por estar afastada do conforto da sua casa e longe do apoio familiar. O baby blues ou, situação mais grave, a depressão pós-parto são mais frequentes do que se pensa e atingem muitas mães nas primeiras semanas após o parto. Peça ajuda e não se isole em dúvidas, ansiedades e preocupações desnecessárias. Converse com o seu médico e envolva o seu companheiro nesta nova etapa e nos cuidados ao vosso filho. Descomplique e informe-se.

  • MAMAS

colostro (ou primeiro leite materno, riquíssimo nutricionalmente e perfeitamente adaptado às necessidades do bebé) pode estar presente desde a segunda metade da gravidez ou surgir apenas nos primeiros dias após o parto. Por volta do terceiro dia pós-parto sentirá o seu peito mais cheio e firme, sensação que pode ser acompanhada por um ligeiro desconforto. Esta alteração (descida do leite) é sinal de que o colostro começa a mudar para leite de transição (4 a 5 dias após o parto) e designa-se ingurgitamento fisiológico (cerca de 15 dias após o parto, o leite de transição dá lugar à produção do leite maduro).

O ingurgitamento pode ser passageiro (até 24 horas) ou durar vários dias (4 a 5 dias). O importante é não desistir e procurar ajuda dos profissionais para manter a amamentação e encontrar estratégias que a ajudem a diminuir o ingurgitamento. Gradualmente, o seu corpo ajusta-se e começa a produzir exatamente a quantidade necessária para o seu bebé.

Experimente compressas geladas após a amamentação. Sempre que o bebé mamar, ficará mais aliviada e o desconforto atenua-se. Se ajudar, pode extrair algum leite para compensar o excesso de produção e assim esvaziar as mamas. Um aspeto fundamental para o sucesso da amamentação é a forma como o seu bebé pega no mamilo. Ajude-o a encontrar a posição ideal para amamentar o que também favorecer o seu bem-estar e a integridade dos mamilos.

Experimente massajar o peito para ajudar à “descida do leite“: segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e faça uma ligeira pressão da base até ao mamilo. Repita este movimento 5 vezes, sempre com muita delicadeza. De seguida, faça o mesmo movimento mas com uma mão e cima e outra em baixo da mama. Pode fazer esta massagem 1 a 2 vezes por dia.

Esperamos que as dicas sejam úteis para você que está prestes a se tornar mãe. A maternidade é um momento ímpar, um verdadeiro divisor de águas. Com a chegada de um filho, navegamos por marés mais agitadas de mudanças e passamos por muitas descobertas. E sabe qual é a maior delas? Descobrir o real significado do amor!

Equipe Brandili

Escrito por Equipe Brandili

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